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Coletivo da UDESC realiza ato em protesto contra assédio na (Universidade do Estado de SC).

21.06.2018

Realizado nesse momento em Florianópolis, ato em defesa das vítimas na UDESC.

O ato concentrou-se no Largo da Alfândega e partiu em direção ao Ministério Público, as alunas enfatizam que a violência sofrida dentro da Universidade foi caracterizada como assédio e não simples perturbação de sossego, como classificou o inquérito policial, por isso exigem novas diligências no inquérito e exigem uma posição do MP.

“O afastamento dele termina dia 17. Isso significa que pode voltar a estar na universidade junto com a gente, algo que já tinhamos medo antes, de estar ocupando o mesmo lugar”, disse uma das vítimas em entrevista à RICTV Record. A jovem não quis ser identificada com medo de represálias. O professor está afastado por motivos médicos e voltaria à Udesc no dia 17 de junho, mas por conta de uma sindicância que apura o caso seu afastamento deve ser mantido até pelo menos 28 de junho, quando poderá retornar às salas de aula.”

A investigação ouviu dez alunas que afirmaram terem sido vítimas de assédio sexual durante sessões de orientação com o professor. Os casos vieram à tona depois que uma das alunas relatou ter sido estuprada pelo docente em Palhoça, onde esse caso é investigado, e que motivou outras estudantes a contarem casos semelhantes de assédio sexual vividos na sala de orientação pedagógica, onde ficavam sozinhas com o professor.

Para a advogada de defesa das vítimas, Isadora Tavares, o resultado apresentado é um grande desserviço. “É a mesma coisa que dizer que a nossa palavra e o nosso sofrimento não vale, não tem a devida atenção dentro do Judiciário”, disse. A advogada promete buscar a reparação na Justiça e acredita que o inquérito deverá voltar para a Dpcami (Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso) para novas diligências.

Com informações 8M/SC e RICTV Record.

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