Movimento Sindical

Educadores catarinenses reuniram-se para discutir seu futuro em assembleia

22.03.2018

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte), organizou os seus Trabalhadores em Assembleia Estadual nesta quarta feira(21/03), para definir o sua campanha salarial e as suas pautas de reivindicações para 2018.

Um conselho deliberativo que aconteceu no período da manhã, ratificou e encaminhou as propostas para assembleia.

Com a ameaça do governo de Eduardo Pinho Moreira, da possibilidade de não garantir o salário dos educadores, o recado foi dado: “Se não tiver salário não tem aula”!

Na pauta da campanha salarial, os trabalhadores da educação estão reivindicando o piso salarial profissional nacional que é mais conhecido como o piso do magistério de 6,81% na carreira, retroativo a janeiro.

Apontam também necessidade da garantia da descompactação da tabela salarial aprovada em 2015 com a Lei 668, bem como reajuste de 100% no valor do vale-alimentação e a equiparação do mesmo com os servidores da UDESC.

Michel Flor, secretário de organização da região Sul, enfatiza que “Além da pauta salarial temos diversas pautas que são permanentes, por exemplo todo o levantamento de vagas excedentes nas regionais, para embasar denúncia ao Ministério Público cobrando realização da nova chamada do concurso público de 2017. Cobrar do governo que as escolhas das chamadas da Fundação Catarinense Educação Especial não aconteçam somente uma vez por mês e sim sempre que os trabalhadores se afastarem de seus locais de trabalho, entre outras.”

Enfatiza também que “devemos nos manter vigilantes e alerta para a mobilização da derrubada do veto do PLC 024, que garante a anistia das faltas de mobilizações de greve”. Esta anistia refere-se às faltas de mobilização de 17 de abril de 2012 e 10 de outubro de 2017 além das faltas da greve de 2015, uma vez que as aulas já foram repostas pelos professores. Mesmo sendo aprovado pelos deputados no final de 2017, a parte do referido PLC que tratava das anistias das faltas foi vetada pelo então governador Raimundo Colombo.

Ficou ratificado também pela assembleia, as pautas nacionais como a contrariedade da Reforma da Previdência, contra as privatizações da Eletrobrás, da Caixa Econômica Federal, Petrobras e demais estatais, a revogação da Reforma Trabalhista, a exigência da apuração e punição dos assassinos de Mariele Anderson e o fim da intervenção do exército e polícia militar nos morros do Rio de Janeiro.

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