Movimento Feminista

MP denuncia cartorário de Imbituba por feminicídio contra a modelo gaúcha Isadora Viana Costa.

05.07.2018

O Ministério Público ofereceu denúncia contra Paulo Odilon Xisto Filho, pela morte da namorada Isadora Viana Costa de 22 anos, pelo crime de feminicídio, ocorrido na casa dele, no dia 08 de maio de 2018.

De acordo com a denúncia, por volta das 7hs da noite até a madrugada, Paulo ingeriu drogas e álcool.

Em meio a uma convulsão, a vítima ligou para a Irmã e cunhado do réu para socorrer-lhe acreditando que o réu estava passando mal.

Como Paulo tentava esconder de sua família seu vício de drogas, o denunciado em uma explosão de fúria, investiu contra a vítima de forma totalmente inesperada, surpreendendo-a indefesa, tornando impossível sua defesa.

Paulo matou Isadora, deferindo-lhes sucessivos golpes de socos e joelhadas ao qual causou sua morte por lesões traumáticas no abdômen.

Ele agiu em razão da condição do sexo feminino mais frágil, sendo ele, tipo forte e lutador, caracterizando no direito penal, meio cruel, impossibilitando a defesa da vítima.

O contexto de violência doméstica foi em decorrência de uma relação íntima de afeto, caracterizando como crime de violência doméstica, uma vez que causou “eminente surpresa da vítima que se encontrava desprevenida e não tinha como esperar uma ação de tamanha violência.”

O inquérito policial apontou também através do laudo pericial, que a jovem morreu por trauma abdominal, “a violência contra a vítima foi tamanha, que causou hematoma paravertebral direito, dilaceração hepática, ao qual o legista conclui ter sido ação mecânica de alto impacto e sucessivos golpes repetitivos.”

Paulo Xisto foi denunciado pelo MP pela prática dos fatos típicos e antijurídicos descritos nos artigos 121,§ 2º, II (motivo fútil), IV (recurso que impossibilitou a defesa da vítima – surpresa) e VI (feminicídio) c/c § 2ºA, inciso I, c/c art. 61, “f”, ambos do Código Penal, artigo 347,parágrafo único, do mesmo diploma legal (Código Penal) e artigo 16,caput, da Lein. 10.826/03, em concurso material de crimes, denunciando também, NATHÁLIA GRAHL DE OLIVEIRA incorrendo no art. 347 do CP, parágrafo único, ao qual incorreu em fraude processual, na tentativa de induzir o juiz ao erro ao “forjarem a cena do crime, simulando um cenário de suicídio de Isadora, induzindo a polícia e peritos ao erro.”

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