Movimento Sindical

Por baixo dos panos, EDP tenta mudança de estatuto que facilita privatização da Celesc.

10.07.2018

Na última reunião do conselho administrativo da Celesc, a EDP finalmente demonstrou para que veio.

Depois de um breve período de silêncio, os acionistas da empresa tentaram, na surdina, incluir na reforma do estatuto, a possibilidade de realizar reuniões virtuais.

A intenção é clara: minimizar o impacto de uma mobilização dos trabalhadores em caso de privatização da empresa.

O papel do Governo do Estado de SC nesta discussão é fundamental para impedir mais este golpe.

Desde o ano passado, um grupo de trabalho com representantes do Gov, dos trabalhadores e de acionistas minoritários, debateram a adequação do estatuto a Lei 13.303, chegando a uma proposta de consenso.

O representante dos empregados no conselho de administração, Leandro Nunes, divulgou no boletim do conselheiro n 84, a batalha que aguarda os “celesquianos”.

O ponto foi retirado de pauta e levado pelos representantes do governo, ao Governador Eduardo Pinho Moreira, que recentemente, reafirmou em reunião com a Intercel o compromisso de manter a manutenção da Celesc uma empresa pública.

Entretanto é necessário ficar em alerta.

A reforma do estatuto da Celesc, deverá estar na próxima pauta da reunião do conselho de administração, que será no dia 19 de agosto.

Se o golpe evoluir, os sindicatos da Intercel organizarão uma ampla manifestação de repúdio, durante a reunião do conselho.

Além disso, o estatuto da Celesc deverá passar obrigatoriamente pela Alesc.

No final de 2017, trabalhadores lotaram duas vezes as galerias da Assembleia Legislativa Catarinense, defendendo a aprovação do financiamento do BID.

Foi uma demonstração de força e união da categoria em defesa do futuro da Celesc.

Agora, em ano eleitoral e com ameaça à manutenção da Celesc pública, por interesses privados e estrangeiros, os “celesquianos” estarão mais unidos e mobilizados, pressionando os deputados estaduais e lembrando que aquele que for contra a Celesc pública, será tratado como inimigo dos trabalhadores.

Com informações, Jornal Linha Viva Intercel/ Intersul.

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