Movimento LGBT

Texto sobre tratativas institucionais da transfobia amplamente praticada na Universidade de São Paulo.

07.07.2018

Na última quarta-feira (04/07), a antropóloga transexual Catarinense, Tarcila DoCanto Costa, esteve reunida com a comissão de direitos humanos da USP para tratar das condutas transfóbicas principalmente por parte de professores, fato que acometeu a ela própria.

Na reunião, além dos pormenores relativos a agressão ocorrida, discutiu-se a própria questão da transfobia enquanto um crime tão grave quanto racismo.

Nota-se que maior e melhor universidade da América Latina não entende a transfobia como crime notadamente comum infelizmente.

E patente e notório o descaso, em se tratando do estado de São Paulo tanto mais grave, já que a lei estadual 10948/1 criminaliza e penaliza estabelecimentos e instituições públicas e privadas quanto ao ato TRANSFÓBICO bem como homofóbico, lesbofóbico, entre outros.

É trágico o cenário acadêmico da transfobia, mesmo com um número cada VEZ maior de TRANSEXUAIS e TRAVESTIS frequentando instituições de ensino paulistas, as comissões de direitos humanos procuram combater basicamente o racismo, já que considerado crime há muito tempo e punido com pena de reclusão.

É interessante observar, assim como nos relata a antropóloga Tarcila DoCanto Costa, que tais comissões ignoram o fato de que uma pessoa transexual ou transgenera tbm pode ser negra ou até indígena e diferente do que ocorre em casos de racismo, não abrirão sindicância e PROCESSO administrativo, sem antes torturar a vítima fazendo com que tenha reviver a agressão transfóbica em sucessivas reuniões, que NÃO resultarão em nada do ponto de vista legal e tão pouco administrativo, uma vez que, o corporativismo ainda predomina. O lamentável exemplo paulista poderá servir como exemplo nacional, totalmente dissonante das recentes conquistas da população TRANS.

Com informações Tarcila do Canto Costa.

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