Movimento Sindical

Trabalhadores de Indústrias Plásticas, poderão paralisar suas atividades a partir da próxima quarta-feira.

04.09.2018

“As principais empresas da indústria plástica do sul de Santa Catarina, que empregam mais de 8 mil trabalhadores, podem ter suas produções paralisadas a partir da próxima quarta-feira. A decisão foi tomada pelo comando de greve da categoria, depois da rodada de negociação da tarde desta segunda-feira (3) quando a comissão de representantes dos sindicatos patronais – todos empregados – pediu novo prazo para consultar os empresários sobre a continuidade das negociações.

“Os patrões estão cientes desde a semana anterior que realizamos oito assembleias, por unanimidade a proposta que eles apresentaram foi rejeitada e a diretoria do sindicato foi autorizada, apenas, a negociar os índices de reajuste de ganho real de salários e do abono pago anualmente a todos os trabalhadores”, explica o presidente do Sindicato profissional, Carlos de Cordes, o Dé. Na mesa de negociação, nesta segunda-feira, a comissão de negociação patronal queria discutir cláusulas da convenção que se encerrou em 31 de março e postergar debate sobre aumento real e abono.

“Os empresários têm dito publicamente que não querem tirar direitos dos seus empregados, mas na prática é só o que querem; hoje, inclusive, recebemos um trabalhador com 25 anos na mesma empresa, em fase de pré-aposentadoria que foi demitido sem justa causa e, têm sido constantes casos de trabalhadores que retornam ao trabalho depois de afastamento por doença e são demitidos no período que seria de estabilidade”, esclareceu o presidente Carlos de Cordes.

No final da tarde desta segunda-feira (3) a diretoria do Sindicato protocolou na secretaria dos dois sindicatos patronais um ofício informando a disposição da categoria em iniciar greve em 48 horas. “Já estávamos em estado de greve e havíamos comunicado isto aos sindicatos patronais, mas para que não restem dúvidas, a posição dos trabalhadores está estabelecida e vamos nos organizar e mobilizar a categoria, pois o clima de insatisfação nas fábricas é muito grande”, finalizou Dé.”

Com informações Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas Descartáveis e Flexíveis, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região

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